//A copa número um em visibilidade

A copa número um em visibilidade

Já falamos por aqui o quanto essa copa do mundo está sendo diferente, e que bom! Aos poucos, o maior torneio mundial vai ganhando força nas ruas, nos comentários populares e nos principais veículos de jornalismo esportivo do país. Nunca se deu tanto protagonismo ao futebol feminino no Brasil. Jogadoras que vivenciaram outras gerações, como: Formiga, Cristiane e Marta, já falaram em entrevistas sobre a grandiosidade dessa edição do torneio.

Por isso, decidimos reunir os principais números desta copa, até então, que traduzem um pouco desse crescimento tão ressaltado ultimamente.

Venda de Ingressos

São 24 seleções disputando 52 jogos no total, que ocorrem em 9 cidades. De acordo com a FIFA mais de 950 mil ingressos já foram vendidos. Os bilhetes dos jogos de abertura, semifinais e final, esgotaram em menos de 48 horas. A expectativa da Federação é que sejam vendidos 1,3 milhões de ingressos até o final da copa. Para isso, a FIFA determinou que o ingresso mais barato custasse 9 euros, para facilitar o acesso das famílias. E ao julgar pelo perfil dos torcedores que tem aparecido nas reportagens de TV, a estratégia vem dando certo.

Transmissões

Nunca uma copa do mundo feminina recebeu tanta visibilidade. Segundo reportagem das Dibradoras, que acompanham a copa do mundo direto da França, só a BBC, uma das maiores emissoras do mundo, enviou uma equipe com 200 pessoas para a cobertura. Aqui no Brasil, o grupo globo, pela primeira vez, fará a cobertura de todos os jogos da seleção brasileira, além de transmitir jogos de outras seleções pelo site do globo esporte e pelo Sportv. A Band também transmitirá um grande número de jogos pela TV aberta. A expectativa da FIFA é que 1 bilhão de pessoas assistam os jogos do mundial pela TV. Na última edição, em 2015, foram 764 milhões de expectadores. Além das emissoras de TV, equipes de rádio, portais online e influenciadores digitais, estão integrando a gigantesca equipe que está cobrindo a copa do mundo.

 

 

Premiações

A FIFA dobrou a premiação da Copa do Mundo Feminina. Na última edição, a entidade distribuiu o valor de 15 milhões de dólares (R$ 58,8 milhões) em premiações para as seleções participantes, esse ano, o valor passou para 30 milhões de dólares (R$ 117,7 milhões). Ainda que represente um aumento justo de 100%, o total ainda corresponde a 1% das reservas da FIFA, e o abismo em comparação a seleção masculina ainda é gigantesco. Para se ter ideia, no último mundial da Rússia a FIFA distribuiu 400 milhões de dólares (aproximadamente R$ 1,6 bilhões) em premiações para os homens. No próximo mundial, em 2022, o valor será de 440 milhões de dólares (aproximadamente R$ 1,8 bilhões).

Adesão de empresas

É tradição em copas do mundo que as empresas liberem funcionários nos horários dos jogos para assistir à partida. O Boticário foi uma das primeiras marcas a anunciarem a ação de liberar os funcionários para prestigiar a seleção. Até então mais de 50 empresas em todo o Brasil, já anunciaram a liberação dos funcionários. É um cenário inédito em relação ao futebol feminino.

Publicidade

Outro destaque é a visibilidade que a copa está tendo nas peças publicitarias. Uma que ficou muito famosa por aqui, é a do Guaraná Antarctica, cujo conteúdo da publicidade era voltado a estimular outras marcas a aderirem jogadoras da seleção em seus comerciais. Genial não é? Marcas como Nike, Visa, Brahma, Boticário, dentre outras, estamparam a seleção feminina em seus recentes anúncios.

A copa está só começando e a tendência é que esses números cresçam. Vamos ficar de olho e seguir na torcida para que nossa seleção alcance também um número inédito, o de primeiro título mundial de sua história.