A tarde deste sábado foi histórica para o futebol feminino brasileiro, que conheceu um novo campeão depois de seis anos e um novo recorde de público. Diante de 49.405 torcedores no Morumbi, o São Paulo desbancou a hegemonia do Corinthians e conquistou o Brasileirão Feminino de 2026. Com a vantagem após vencer a ida em Itaquera por 2 a 1, Bia Menezes abriu o placar na partida de volta e Juliette deixou tudo igual.
São Paulo 1 x 1 Corinthians
O primeiro tempo começou agitado. Antes mesmo do relógio chegar à metade, já estava 1 a 1. Empurrado por sua torcida, o São Paulo abriu o placar aos 11, com Bia Menezes. A lateral esquerda teve espaço para cruzar, mas optou pela finalização, pegando a goleira Nicole despreparada e explodindo o Morumbis com mais de 45 mil torcedores.
Precisando de dois gols pra empatar o agregado, o Corinthians cresceu nos minutos seguintes e encontou o empate parcial aos 19, numa falha da goleira Carlinha. Do campo de defesa, Erika lançou suas atacantes, mas a bola sobrou limpa para a arqueira são-paulina, que hesitou no passe e entregou nos pés de Juliete.
A partida se encaminhava para um equilíbrio, quando as donas da casa quase ampliaram a vantagem em cabeçada precisa de Crivelari. No entanto, a atacante estava impedida e o VAR rapidamente anulou o segundo gol tricolor. Depois disso, as Brabas ligaram o alerta e tomaram conta das ações ofensivas, tendo a principal chance de falta, com Vic Albuquerque, que parou em boa defesa de Carlinha.
Segundo tempo
Para buscar o resultado, Emily Lima mexeu no Corinthians na volta do intervalo, colocando Jaqueline e Robledo nos lugares de Vic Albuquerque e Gi Fernandes. Impondo um ritmo intenso, dominou os minutos iniciais no campo ofensivo, ameaçando com chute de Belén Aquino e depois em grande tabela de Johnson com Jaque, que terminou em finalização para fora. Aos 20, Robinha cometeu pênalti em Erika, assinalado depois da revisão do VAR. Na cobrança, Gabi Zanotti bateu fraco e parou nas mãos de Carlinha.
A partir de então, o São Paulo começou a ganhar confiança e espaço, chegando mais perto da área corintiana em transições rápidas com Kesia e Serrana pelo lado esquerdo. Apesar do volume, o Tricolor pecou nas decisões no último terço e teve dificuldade de encontrar uma chance clara. Do outro lado, o Corinthians buscou manter a calma para encontrar o empate, mas a defesa tricolor, a melhor da fase classificatória do Brasileirão, se manteve sólida e impenetrável, contando com saídas seguras de Carlinha para esfriar o ímpeto das Brabas.

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