A pouco mais de um ano da Copa do Mundo Feminina de 2027, a FIFA anunciou uma parceria com a Common Goal para desenvolver ações voltadas à promoção da igualdade de gênero por meio do futebol no Brasil. A iniciativa faz parte dos projetos de legado do Mundial e pretende ampliar oportunidades para meninas e mulheres dentro e fora dos campos.
O lançamento da parceria aconteceu na última segunda-feira, em São Paulo, e reuniu representantes da FIFA, da Common Goal e de organizações que atuam com futebol de impacto social em diferentes regiões do país.
Batizado de Equal Play Effect, o programa tem como objetivo acelerar a igualdade de gênero tanto no futebol quanto na sociedade. A iniciativa será implementada em conjunto com 15 organizações brasileiras que utilizam o esporte como ferramenta de transformação social, alcançando comunidades urbanas e rurais em todos os estados do país, incluindo as oito cidades-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027.
A ação integra a estratégia de legado da FIFA para o torneio, que será realizado pela primeira vez na América do Sul. Além dos investimentos previstos para infraestrutura e desenvolvimento da modalidade, a entidade busca utilizar a competição como plataforma para enfrentar desafios sociais que ainda impactam mulheres e meninas.
“A Copa do Mundo Feminina no Brasil será um marco importante, não apenas por ser um torneio de sucesso, mas também porque, graças a programas como este, podemos inspirar um país inteiro a apoiar as futuras gerações de mulheres”, afirmou Aline Pellegrino, diretora de Legado e Relações com Partes Interessadas da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027.
Segundo a dirigente, o impacto social é um dos pilares centrais da estratégia da FIFA para o torneio.
“Nosso objetivo é combater a desigualdade de gênero e melhorar o papel das mulheres no futebol e na sociedade. Trabalhar em conjunto com a Common Goal ampliará a visibilidade e o alcance dos nossos esforços nessa área”, acrescentou.
Como funcionará o programa
Ao longo dos últimos seis meses, as organizações participantes passaram por um processo de formação e planejamento para identificar desafios e oportunidades relacionados à equidade de gênero em suas comunidades.
Cada instituição desenvolveu um plano de ação próprio, estabelecendo metas e estratégias para fortalecer a participação feminina em áreas como liderança, desenvolvimento de programas, proteção de crianças e adolescentes e engajamento comunitário.
A primeira fase da iniciativa tem conclusão prevista para março de 2027.
A coordenação nacional ficará a cargo de três organizações brasileiras: Instituto Esporte Mais, Empodera e Instituto Futebol de Rua. Elas serão responsáveis por articular uma rede formada por outras 12 entidades que atuam em diferentes regiões do país.

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