Os recordes históricos das copas (e a hegemonia feminina)

O futebol feminino coleciona marcas impressionantes que superam, inclusive, os maiores astros do futebol masculino. Confira esses recordes que mostram quem manda no esporte:

1. A Maior artilharia de todos os tempos

O recorde de mais gols marcados na história das Copas do Mundo continua sendo de uma mulher. Marta, a Rainha do Futebol, detém esse título absoluto com 17 gols marcados ao longo de 6 Copas. A distribuição dos gols da nossa Rainha foi assim:

  • 2003: 3 gols
  • 2007: 7 gols (sendo a artilheira e eleita a melhor jogadora daquela edição)
  • 2011: 4 gols
  • 2015: 1 gol
  • 2019: 2 gols

Nota: Lionel Messi ainda tem, pelo menos, mais dois jogos pela frente para tentar pontuar, mas, por enquanto, a coroa permanece intacta com a Rainha.

2. O recorde de partidas disputadas

Você sabia que o topo da lista de mais jogos em Copas também pertence a uma mulher? A ex-meio-campista dos Estados Unidos, Kristine Lilly, entrou em campo 30 vezes ao longo de 5 Copas do Mundo (entre 1991 e 2007).

No futebol masculino, Lionel Messi é quem lidera essa corrida. Ele soma 27 partidas (contando com a estreia em 2026) e, caso a Argentina avance para as oitavas de final, ele passará a marca de Lilly, alcançando 31 jogos.

Saurabh Das/AP

3. longevidade no gramado: 7 Copas no currículo

O recorde de mais Copas do Mundo disputadas é de outra brasileira lendária: Formiga, que jogou incríveis 7 edições do torneio ao longo de sua carreira.

Se tudo correr bem e Marta disputar a Copa do Mundo Feminina em 2027, ela vai empatar esse feito histórico e chegar à sua 7ª Copa. Para comparação, os astros masculinos Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa disputaram 6 Copas cada.

Naomi Baker (Getty Images)

4. Uma defesa inabalável

O recorde de goleira menos vazada em uma única edição de Copa do Mundo pertence à alemã Nadine Angerer. Na Copa de 2007, ela fez uma campanha impecável e não sofreu nenhum gol durante os 6 jogos do torneio. Para coroar o desempenho, ela ainda defendeu um pênalti cobrado por Marta na grande final.

 reuters pictures

Jornalista formada, apaixonada por boas histórias, cadernos bonitos e esportes desde sempre. Gosto de observar o que está fora do foco principal, escutar com atenção e transformar isso em texto. Sou do interior de São Paulo, moro em Londrina e encontrei na escrita uma forma de estar perto do que me move — seja dentro de um campo ou nas entrelinhas do cotidiano. No tempo livre, vivo nas redes sociais, faço artesanato, assisto a alguma série que já vi antes e penso em novas formas de contar o mundo com afeto e criatividade.
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