Copa do Mundo Feminina 2023: em jogo eletrizante, Colômbia vence a Alemanha; e Suíça e Noruega avançam para as oitavas

Divulgação/FIFA

O domingo (30) que marcou o 11º dia da Copa do Mundo Feminina 2023 foi repleto de emoção e jogos históricos. Suíça e Noruega garantiram a classificação para as oitavas de final. Já Colômbia e Marrocos fizeram dois jogos históricos. O time colombiano venceu a Alemanha e Marrocos garantiu a sua primeira vitória em Copas do Mundo Feminina diante da Coreia do Sul. 

Coreia do Sul 0 x 1 Marrocos 

O jogo no Hindmarsh Stadium foi dominado pela Coreia do Sul, mas foi o Marrocos quem foi mais eficiente e aproveitou a sua melhor chance na partida. Ainda no primeiro tempo, aos seis minutos, a Seleção Marroquina abriu a vantagem. Em um cruzamento da Hanane Alt El Hajamos-nos, a centroavante Ibitssam Jraid mandou de cabeça para o gol. 

Na etapa final, a Seleção Sul-Coreana dominou e finalizou mais, só que o time não conseguiu converter as chances.

Jogadoras do Marrocos comemorando a primeira vitória na Copa do Mundo. Foto: Divulgação/FIFA

Com a vitória, o Marrocos foi a primeira seleção do norte africano e árabe a vencer em uma Copa do Mundo Feminina. Na tabela, o time marroquino soma os três primeiros pontos e ainda tem chances de classificação no grupo H. Já a Coreia do Sul fica na lanterna, sem nenhum ponto somado. 

Outro fato histórico foi feito pela zagueira Nouhaila Benzina. Ela foi a primeira jogadora a entrar em campo utilizando o hijab em uma Copa do Mundo Feminina. O hijab é um conjunto de vestes usado na doutrina islâmica. Até 2012, a Fifa não permitia o uso dessas vestimentas alegando questões de segurança e saúde em partidas competitivas. 

A zagueira de 25 anos foi escalada como titular pela primeira vez na Copa do Mundo. Foto: REUTERS/Asanka Brendon Ratnayake

Alemanha 1 x 2 Colômbia 

Em um dos melhores jogos dessa Copa do Mundo até agora, a Colômbia não se acanhou e venceu a Alemanha, alcançando um resultado histórico. Desde 1995, a Seleção Alemã não perdia um jogo na fase de grupos no mundial. 

O primeiro tempo no Sidney Football Stadium foi de alternância entre os dois times, mas sem ninguém balançar as redes. Mas na segunda etapa, a história mudou. Logo no começo, a jovem Linda Caicedo marcou um gol do tamanho do seu talento. Ela limpou de duas marcadoras e mandou a bola no ângulo, colocando a Colômbia a frente do placar. 

Após o gol, a Alemanha aumentou a pressão e foi em busca do empate, mas, o time colombiano não facilitava na marcação. Aos 43 minutos, Oberdorf foi derrubada dentro da área e foi marcado o pênalti. Popp converteu deixando tudo igual. 

A Colômbia não sentiu o empate e foi em busca da virada, até que ela veio nos acréscimos. Em cobrança de escanteio, Vanegas subiu sozinha e marcou de cabeça, garantindo a vitória colombiana. 

Vanegas comemorando o gol que ela marcou na virada contra a Alemanha. Foto: Divulgação/FIFA

Com o triunfo, a Colômbia chega aos seis pontos e assume a liderança do grupo H, ficando mais perto da classificação para a próxima fase. Enquanto a Alemanha fica na segunda posição com três pontos. 

Mais seleções classificadas 

Enquanto o grupo H ainda fechava a segunda rodada da Copa do Mundo Feminina, o grupo A abria a terceira e última rodada, definindo mais duas equipes que avançaram para as oitavas de final. 

A anfitriã Nova Zelândia jogou contra a Suíça, no Dunedim Stadium, precisando vencer para se classificar para o mata-mata. No entanto, a partida não saiu do 0 a 0, e com isso, as donas da casa deram adeus mais cedo à Copa. Já a Suíça se manteve na liderança do grupo, chegando aos cinco pontos. 

Jogadoras da Nova Zelândia agradecendo o apoio da torcida. Foto: Divulgação/FIFA

Na outra partida da chave, a Noruega chegou pressionada e enfrentou a Filipinas que vinha empolgada de uma vitória na segunda rodada e com chances de classificação. A Seleção Norueguesa não teve dificuldades e goleou a equipe filipina por 6 a 0, no Eden Park, conquistando uma vaga na próxima fase. 

Os gols da classificação norueguesa foram marcados por Sophie Haug (3x), Hansen, Alicia Barker (contra) e Reiten.

Paulista em terras paraibanas, jornalista em formação e apaixonada por esportes desde pequena. Tinha o sonho de ser nadadora profissional, mas como não deu certo, encontrei no jornalismo uma chance de continuar a viver o esporte de perto. Seja no trabalho, na faculdade, em casa, com amigos, estou sempre falando, assistindo ou pensando sobre futebol, e também um pouquinho sobre F1. Além disso, gosto muito de sair para comer ou beber, ir ao cinema. E também de ficar em casa, assistindo a alguma série, lendo ou só curtindo minhas playlists favoritas.
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