Tudo igual! No duelo mais esperado do grupo F, Brasil e Holanda empatam em jogo acirrado e recheado de gols

Foto: Sam Robles/CBF

Depois da ótima estreia ao golear a China por 5 a 0, agora foi a vez do Brasil enfrentar o adversário mais esperado e difícil desta fase de grupos, a Holanda. O primeiro encontro dos dois times em Jogos Olímpicos terminou em 3 a 3, no estádio de Miyagi. Pelo lado brasileiro, Debinha, Marta e Ludmila marcaram, enquanto Miedema (duas vezes) e Janssen converteram para as holandesas.  

Primeiro tempo

A Seleção Brasileira começou a partida tentando controlar as ações no campo de ataque, mas quem abriu o placar foi a Holanda, aos 2 minutos. Na primeira chegada das holandesas, Miedema recebeu a bola pelo meio, girou muito bem em cima da Érika e finalizou no cantinho do gol, sem chances de defesa para Bárbara.

Aos 6 minutos foi marcado pênalti para o Brasil por um suposto toque de mão da defesa  holandesa. O VAR foi acionado e a árbitra anulou a marcação. 

A Seleção continuou com a posse de bola, buscando criar chances, principalmente pelo lado esquerdo, aproveitando o espaço deixado pela Holanda neste setor. Até que aos 16 minutos, em uma ótima jogada, Debinha passou para Duda na linha de fundo do lado direito, que depois cruzou novamente para Debinha, que chutou firme e empatou o jogo para a Seleção Brasileira. 

Com o empate, o Brasil continuou se propondo no jogo, sem deixar a Holanda com a bola. Já na metade final da primeira etapa, a seleção holandesa tentava criar chances no contra-ataque, utilizando o seu lado esquerdo, que é o mais forte, aproveitando o espaço deixado pelo time brasileiro e apostando na vantagem que a Miedema estava tendo sobre a Érika. 

Mesmo com a equipe holandesa equilibrando um pouco mais o jogo, as Guerreiras do Brasil conseguiram criar mais algumas chances, principalmente na bola parada. 

Segundo tempo

Na volta do intervalo, a técnica Pia fez três alterações, parecidas com a do jogo contra a China. Saíram Duda, Bia Zaneratto e Formiga, que deram lugar para Andressa Alves, Ludmila e Angelina, esta última substituição marcou a estreia da Angelina em Jogos Olímpicos. A meia, também, nunca havia jogado sob o comando da técnica Pia. 

E o cenário do segundo tempo foi o mesmo da primeira etapa, com o Brasil controlando a partida. Mas aos 13 minutos, em uma jogada de arremesso lateral, Miedema mais uma vez aproveitou a falha da marcação brasileira e de cabeça virou o jogo. 

Após o gol, o Brasil continuou a pressionar a Holanda, apostando na rapidez e força da Ludmila, e deu certo. Em uma jogada de velocidade da atacante brasileira, ela foi derrubada na área e foi marcado o pênalti. Dessa vez, a árbitra não anulou e Marta converteu a penalidade.  

Pouco tempo depois, aos 22 minutos, Ludmila, de novo, apertando a zaga holandesa, aproveitou a falha da defensora da Holanda e marcou o gol da virada brasileira, 3×2. A Seleção Brasileira conseguiu manter o ritmo, só que aos 34 minutos, a árbitra marcou uma falta duvidosa para a Holanda, no caminho da área. Janssen cobrou perfeitamente e marcou um golaço, deixando o placar igualado em 3×3. 

Com o empate, Brasil e Holanda ficam também empatadas no grupo F, com quatro pontos cada. A seleção holandesa tem vantagem por conta do saldo de gols.  

Próxima partida

O terceiro e último jogo da Seleção Brasileira na fase de grupos será contra a Zâmbia, na próxima terça-feira (27), às 8h30 (horário de Brasília), em Saitama.