Em um jogo eletrizante disputado na noite deste sábado (31), no Estádio Casa Blanca, em Quito, o Cruzeiro buscou o empate por 4 a 4 no tempo regulamentar, levou a decisão para os pênaltis e venceu o Corinthians por 5 a 4 para conquistar, pela primeira vez, o título da Libertadores Feminina 2026.
O Corinthians chegou a abrir 3 a 0 de vantagem no placar, mas o Cruzeiro reagiu e buscou o empate no segundo tempo. Nas cobranças de pênaltis, a goleira Camila defendeu a última cobrança alternada e confirmou a vitória cruzeirense.
Com o título, o Cruzeiro entra para a história ao conquistar a Libertadores Feminina logo em sua primeira participação. Além disso, o clube se torna o sétimo brasileiro a levantar o principal troféu do futebol feminino na América do Sul.
O jogo
O primeiro tempo foi de superioridade do Corinthians. Tanto que, aos quatro minutos, as Brabas abriram o placar. Gi Fernandes cruzou a bola para a área, e Gabi Zanotti, livre de marcação, subiu para cabecear e mandar a bola para o fundo das redes, sem chances de defesa para a goleira Camila.
O Cruzeiro pareceu sentir o gol e teve dificuldades para impor seu jogo e sair do campo de defesa. Aos 28 minutos, Tamires teve a chance de ampliar. A camisa 37 recebeu um bom passe de Duda Sampaio, invadiu a área, mas acabou finalizando em cima da goleira cruzeirense.
Na reta final da primeira etapa, aos 41 minutos, Gabi Zanotti anotou mais um. Isa Amaral errou na saída de bola, Vic Albuquerque aproveitou e tocou para a camisa 10, que chegou finalizando para o fundo das redes.
O segundo tempo apresentou um cenário bem diferente. Logo aos três minutos, o Corinthians marcou o terceiro gol. Letícia Monteiro cruzou rasteiro e, após o corta-luz de Duda Sampaio, a camisa 17 apareceu na área para finalizar de primeira.
No entanto, o que parecia ser uma vantagem confortável para a equipe alvinegra acabou derretendo em um intervalo de cinco minutos. Aos seis, após um cruzamento, Marília tentou finalizar, mas a goleira Lelê não conseguiu fazer a defesa completa. A bola sobrou para Byanca Brasil, que não desperdiçou a oportunidade e anotou o primeiro gol das Cabulosas.
Três minutos depois, a arbitragem marcou falta de Lelê em Marília, e a penalidade foi confirmada pelo VAR. Na cobrança, Vitória Calhau acertou o ângulo da goleira alvinegra e colocou o Cruzeiro de volta ao jogo.
Após a reação do Cruzeiro, o Corinthians respondeu e voltou a ampliar a vantagem. Aos 22 minutos, Gi Fernandes encontrou Vic Albuquerque na área, que chegou finalizando em direção à meta adversária. A goleira Camila ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.
O Cruzeiro não se abalou e reagiu novamente. Aos 29 minutos, Byanca Brasil cobrou escanteio, e Ketlin cabeceou com força para deixar o placar em 4 a 3. As Cabulosas seguiram pressionando e tiveram duas boas oportunidades com Letícia Ferreira.
A persistência do Cruzeiro surtiu efeito nos acréscimos, quando as Cabulosas buscaram o empate e levaram a decisão para os pênaltis. Após cruzamento na área, Letícia Ferreira subiu entre duas marcadoras e cabeceou por cima da goleira Lelê.
Pênaltis
Nas penalidades, Byanca Brasil, Letícia Ferreira, Michelle e Vitória Calhau converteram suas cobranças pelo Cruzeiro. Pelo lado do Corinthians, Vic Albuquerque, Duda Sampaio, Belén Aquino e Thaís Ferreira também marcaram. No entanto, Pri Back teve a cobrança defendida por Lelê, enquanto Jaqueline mandou a bola por cima do gol.
Com o empate nas cobranças, a disputa foi para as penalidades alternadas. Lorena Bedoya bateu e desperdiçou para o Cruzeiro. O Corinthians teve a chance de garantir o título, mas Robledo também errou a cobrança. Na sequência, Milena Ferreira converteu para as Cabulosas e colocou a pressão sobre as Brabas.
Gi Fernandes foi para a cobrança, bateu no meio do gol, mas a goleira Camila defendeu e garantiu o título inédito da Libertadores Feminina para o Cruzeiro.









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