Sem as cinco estrelas no brasão, seis gols marcam o início da nova história da Seleção Brasileira Feminina

Por Isabelle Galvão

Depois de 8 meses sem jogos oficiais, a Seleção Brasileira enfrentou a equipe do Equador na Neo Quimica Arena, na noite desta sexta-feira (27), em São Paulo, e golearam as adversárias por 6×0.

O time brasileiro iniciou uma nova fase. O novo uniforme pode até não ter estrelas no brasão, mas em campo, estrela é o que não falta. Em noite de destaque para Debinha, autora de três dos seis gols, o Brasil venceu o Equador na primeira de duas partidas amistosas entre as equipes.

O primeiro tempo

Mesmo sem Marta, que recentemente testou positivo para a Covid-19, a Seleção Brasileira esteve muito presente no ataque durante o primeiro tempo, mas sem tanta efetividade. A marcação fechada do Equador e os erros de finalização dificultaram um placar extenso na primeira etapa.

Também por conta da marcação cerrada da equipe adversária, o Brasil precisou aproveitar as bolas paradas para abrir o placar. Depois do escanteio cobrado por Andressa Alves, a bola foi rebatida pela defesa para o meio da área, onde estava a atacante Debinha, artilheira da seleção. A número 9 não desperdiçou a falha da zaga do Equador e fez 1×0.

Ainda no primeiro tempo, a goleira Bárbara trabalhou pouco. A melhor chance do Equador foi em um contra-ataque, que parecia promissor, mas foi interceptado pela zagueira Érika depois do cruzamento vindo da lateral, afastando o perigo.

Foto: CBF

Segundo tempo

Na segunda etapa, a técnica Pia voltou com quatro alterações: a goleira Aline Reis e as jogadoras Andressinha, Jucinara e Nycole, de apenas 20 anos, que fez sua estreia pela seleção principal. O Brasil continuou intenso no ataque, buscando criatividade para achar o gol. Outra estreia foi a da jogadora Valéria, que entrou aos 12 minutos do segundo tempo no lugar da experiente Andressa Alves, ela que fez um ótimo primeiro tempo, mostrando intensa movimentação e visão de jogo.

As brasileiras conseguiram usar melhor o meio de campo no segundo tempo com Andressinha, que ficou menos marcada que a Luana, na primeira etapa. A número 17 teve uma boa chance de fora da área, com um  chute que foi desviado de cabeça pela zagueira do Equador. Mas, para sair o segundo gol, mais uma vez a estrela da artilheira brilhou. Pela insistência da Debinha, que marcou em cima da saída do Equador, ela mesma roubou a bola que deu início à construção do segundo balançar das redes. Recuperou a bola na lateral, achou a Formiga no meio de campo, que cruzou para Andressinha. A camisa 17 recebeu no meio da área e fez o pivô para a Debinha, que chegava pelo lado esquerdo e colocou a bola no fundo das redes.

Foto: CBF

A superioridade física e técnica do Brasil ganhou destaque. A partir dos 30 minutos da segunda etapa, a equipe do Equador se mostrou entregue, e a seleção brasileira continuou imprimindo ritmo, seguindo as recomendações da técnica Pia, não dando chances à equipe adversária. Logo depois do segundo gol, as equatoriana não tiveram tempo para respirar que as brasileiras acharam o terceiro, o quarto, o quinto e o sexto.

Em bola recebida pelo lado esquerdo, a atacante Nycole deu um passe de calcanhar para a estreante Duda, que achou a outra estreante Valéria no meio da área, que, sozinha, completou para o gol, marcando o terceiro. Em seguida, mais uma vez, a bola parada foi efetiva. O cruzamento da Andressinha pelo lado esquerdo, aos 37 minutos, encontrou a Rafa na área, para marcar o quarto gol da equipe brasileira.

Minutos depois, a atacante do Benfica, Nycole, driblou a adversária no início da área do Equador, e logo depois, foi derrubada. Na cobrança do pênalti, Debinha fez o quinto da partida, terceiro dela. Aos 42 minutos, a estreante Duda, jogadora do finalista do Brasileirão, Avaí/Kindermann, achou um belo chute pelo lado esquerdo do campo, no começo da área, e fez o sexto e último gol do jogo.

O próximo encontro das equipes é no Morumbi, em São Paulo, na terça-feira, 1º de dezembro, às 21h30.