Com a contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina 2027, a Seleção Brasileira Feminina inicia uma fase importante e decisiva de preparação para a disputa do primeiro Mundial realizado no Brasil e na América do Sul.
Em entrevista ao Fut das Minas, Cris Gambaré, coordenadora das Seleções Femininas, detalhou como será o planejamento da equipe até a estreia na Copa, marcada para 24 de junho de 2027.
Segundo ela, os adversários dos últimos amistosos antes do torneio estão bem encaminhados e alguns desses confrontos serão disputados no Brasil.
Um pouco mais de dois anos à frente das Seleções Femininas, a dirigente também falou sobre a expectativa para o principal desafio de sua trajetória com a equipe brasileira no próximo ano.
Planejamento para 2027
A Copa do Mundo Feminina começará em 24 de junho. Faltando pouco menos de um ano para o torneio, a Seleção Brasileira terá quatro Datas Fifa como preparação para o seu primeiro mundial em casa.
Nessa reta final, o foco da equipe será entrar no clima da competição, tanto em relação aos adversários quanto aos locais das partidas.
“Até 2027, nós já temos definidos os confrontos, o que é o mais importante para sabermos as escolas de jogo e onde vamos atuar. Isso já vem sendo planejado há algum tempo, com todo o aval da comissão técnica e com essa mescla de atletas que estão participando da Seleção, para que a gente consiga ter um bom desempenho na Copa do Mundo”, explicou Cris Gambaré.

Em 2026, o Brasil ainda terá mais duas Datas Fifa — entre 5 a 13 de outubro e entre 24 de novembro a 5 de dezembro.
A coordenadora de Seleções Femininas revelou que os adversários para os últimos compromissos deste ano e para o início de 2027 já foram escolhidos, restando apenas alguns detalhes para o anúncio. Além disso, Cris Gambaré não descartou a possibilidade de a comissão técnica, comandada por Arthur Elias, realizar convocações extras para um período de observação de atletas, semelhante ao que foi feito em junho, após a Data Fifa contra os Estados Unidos.
Os adversários para o fim deste ano e o começo do ano que vem já estão praticamente definidos. Só poderei divulgá-los quando os contratos estiverem assinados, por respeito também às seleções adversárias. O planejamento dessas datas e das convocações extras já existe. A nossa comissão técnica trabalha com isso e considero muito importante que a CBF apoie essa condução, para que outras atletas sejam observadas nessa lista ampliada e tenham a oportunidade de integrar uma convocação oficial na ausência de alguma jogadora. Temos, sim, esse planejamento.
Outro foco da Seleção será realizar a reta final de preparação no Brasil. De acordo com Cris Gambaré, a comissão técnica quer estreitar ainda mais os laços com a torcida brasileira. Nos últimos amistosos em casa, os torcedores fizeram bonito, com mais de 30 mil pessoas em São Paulo e mais de 55 mil em Fortaleza.
Sempre tivemos a intenção de estreitar os laços com a torcida, porque ela é quem engaja, é aquela atleta que ninguém vê, mas de quem todos precisam para ajudar nessa mudança de história. Ainda temos mais quatro datas Fifa e vamos fazer o máximo possível para trazer esses jogos para cá, isso eu garanto. Não depende apenas da CBF ou das Seleções. Depende também dos nossos adversários e da escola de jogo que queremos enfrentar. Mas o planejamento das próximas datas até 2027 já está bastante adiantado e alguns desses jogos serão realizados aqui, sim.
Responsabilidade de disputar a Copa em casa
A Copa do Mundo Feminina no Brasil será o primeiro grande desafio de Cris Gambaré desde que chegou à coordenação das Seleções Femininas. Ao seu lado, estará Arthur Elias, com quem construiu uma trajetória de sucesso no Corinthians, transformando o clube alvinegro em uma potência no futebol feminino sul-americano.

Para ela, vestir as cores da Seleção Brasileira aumenta ainda mais o peso da responsabilidade ainda, tanto por se tratar da primeira Copa do Mundo Feminina sediada no Brasil quanto pela busca da inédita primeira estrela.
Eu me sinto privilegiada e sei da grande responsabilidade que temos. Quando eu e o Arthur Elias estávamos na Tailândia e foi anunciado que o Brasil seria a sede da Copa do Mundo, sabíamos que isso representava um enorme peso de responsabilidade. Teríamos que escrever uma linda história, como fizemos durante muitos anos no clube, que se tornou uma referência nacional e também mundial. Agora, precisaríamos fazer ainda mais pela nossa Seleção. Sabemos que não será fácil, mas também sabemos que não é impossível. Foram muitos anos de trabalho e dedicação para que esse momento acontecesse. Queremos realmente fazer o melhor e buscar esse título inédito dentro da nossa casa. Seria o encerramento de uma história com uma bela assinatura em ouro.
Além da busca pelo primeiro título mundial, Cris Gambaré quer aproveitar a realização da Copa do Mundo no Brasil para fortalecer a construção do futuro das próximas gerações da Seleção Brasileira.
“É um trabalho que não para. Todos estão engajados em planejar o futuro da Seleção. Não apenas o futuro do Brasil na Copa, mas também o legado que vamos deixar para as próximas gerações das nossas seleções. Ainda há muito trabalho a ser feito”, destacou a dirigente.








Deixe seu comentário